Carta ao cliente

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01.08.2019 - Carta ao cliente

Ribeirão Preto, 1 de agosto de 2019.

Prezado Cliente,

Sensível aos riscos no front externo, vigilante, zeloso e visando conservar o atual ritmo de atividade, o FED decidiu pela flexibilização da política monetária antes mesmo que os indicadores pudessem mostrar sinais mais concretos de desaceleração, reduzindo a taxa de juros em 0,25% pela primeira vez desde 2.008.

A decisão, amplamente esperada, tanto na direção quanto na intensidade da autoridade monetária americana, ainda surpreendeu ao decidir também ao antecipar em 2 meses o programa de enxugamento do balanço de ativos do FED, que ainda se encontra em um patamar estratosférico de US$ 3,8 trilhões. Esta decisão possui um efeito bastante positivo na composição da liquidez no sistema financeiro norte americano.

Finalmente, o BC brasileiro cortou a taxa Selic em 0,50%, para 6,0% a.a., dissemos finalmente porque, em nossa análise, faz tempo que a economia brasileira propicia as condições para afrouxamento da política monetária, com o balanço de risco favorável para a inflação, o cenário externo benigno, elevado hiato do produto, fraco nível da atividade e queda nos índices de confiança, fatores estes que já permitiam há algum tempo uma redução nos juros. Esta morosidade impôs um elevado fardo à sociedade.

A decisão do FED reforça o front internacional ainda mais benigno, com abundante liquidez que, conjuntamente ao avanço da reforma previdenciária, a liberação do FGTS, PIS/Pasep e o afrouxamento monetário pelo COPOM, criam condições favoráveis à retomada da confiança, o que permitirá o retorno do consumo e investimentos, culminando na progressiva e cautelosa retomada da atividade brasileira.

 Atenciosamente,

                                    

Walter Mitssuo Haga             Andrew N. de Oliveira

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