Carta Mensal

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01.06.2021 - Carta ao cliente

Prezado Cliente,

Em todos os países as Políticas Monetárias seguem fortemente estimulativas, com manutenção das taxas de juros em patamares muito baixos, os Bancos Centrais continuam expandindo a liquidez, comprando ativos com o mesmo apetite, não havendo perspectiva de mudança neste quadro, ao menos neste ano.

Há também, uma progressiva ampliação dos gastos públicos ao redor do mundo. Vivemos um tempo, fruto das dificuldades advindas da pandemia, em que há permissão para gastar.

Depois de mais de quinze meses de convivência com a Covid-19 espalhada por todo globo terrestre, as empresas e famílias “aprenderam” a driblar seus efeitos na atividade econômica, mudando o comportamento, procurando capturar as oportunidades para recuperar o mais rapidamente possível a economia. Ademais, em alguns países, particularmente nos EUA, a vacinação segue como um forte estímulo à economia.

Com isto, a atividade econômica tem forte aceleração, ao ponto de, a prestigiosa OCDE, projetar um crescimento no PIB mundial de 5,8% para este ano, o maior desde 1973.

Como é sabido, reflexo deste cenário, todas as commodities perceberam expressiva valorização e deverão permanecer neste elevado platô ou até subir ainda mais.

A grande questão é que estas velocidades podem fazer com que as elevações de preços desencadeiem uma dinâmica inflacionária que exigirá atitudes mais rígidas por parte das autoridades econômicas, sob pena de uma contaminação futura nas principais moedas, com reflexos profundos nos tecidos econômicos ao redor do mundo.

Os principais bancos centrais têm dito – com ênfase- que permanecem vigilantes, possuem as ferramentas adequadas para agir tempestivamente e, que isto só ocorrerá a partir do próximo ano.

A economia brasileira, obviamente captura todos estes efeitos. Mas, perde mais uma chance histórica de se posicionar, inserindo-se na economia global promovendo o tão almejado desenvolvimento econômico sustentável com melhoria na qualidade dos brasileiros.

Atenciosamente, 

Observação: Central de Atendimento Banco Central do Brasil (DDG) 0800 979 2345

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