Carta Mensal

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01.10.2021 - Carta ao cliente

Ribeirão Preto, 01 de outubro de 2021

Prezado Cliente,

Como é do conhecimento de todos, até agora, nenhuma das reformas estruturantes, fundamentais para o avanço da economia brasileira, foi aprovada. Também não há uma proposta clara de Política Econômica e, as decisões, quando são tomadas pelas autoridades, quase sempre são, em curto espaço de tempo, alteradas a mando do Presidente da República ou por seus influenciadores.

A base de sustentação política do governo no Congresso Nacional não “funcionou” em momento algum – pró desenvolvimento econômico, eficiência, produtividade ou competição – e, ninguém mais acredita que o fará há quase um ano das eleições.

Objetivamente, ao menos do ponto de vista da condução da economia, o governo não terminou, pois falta muito tempo ainda, mas “acabou”, na medida em que, dificilmente vai colocar em marcha qualquer coisa que possa ser positiva para a economia brasileira. Assim, os agentes econômicos domésticos e estrangeiros percebem essa fragilidade e também que o contrário (fazer coisas ruins para a economia) pode ser verdadeiro, o que é pior, com alta probabilidade.

Esta é a principal razão para o Real continuar se desvalorizando, apesar da subida nos preços das commodities (o Brasil é grande exportador), da grande reserva internacional que o país possui. A inflação também tem apresentado um comportamento maligno e as taxas de juros futuras mais do que dobraram. Tudo isto é reflexo da percepção que o gigante sul-americano está desgovernado e em risco!

Mesmo assim, neste último trimestre, a atividade econômica no Brasil vai acelerar bastante devido ao controle da COVID-19 (aceleração na vacinação) e a sazonalidade favorável. Infelizmente, o crescimento conjuntural dar-se-á de forma desorganizada, sem planejamento, com elevação nos preços de bens e serviços, com altos riscos de ruptura no abastecimento, principalmente de eletricidade, mas também podendo permanecer problemáticas as cadeias de produção devido aos gargalos de infraestrutura. Há ainda elevado risco de ondas de greve, uma vez que, quase todas as categorias organizadas estão insatisfeitas.

Atenciosamente,

Observação: Central de Atendimento Banco Central do Brasil (DDG) 0800 979 2345

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