Ribeirão Preto, 03 de novembro de 2025
Prezado Cliente,
A paralização da máquina pública americana entra no segundo mês com chances crescentes de durar ainda um bom tempo devido ao impasse político. As consequências disto são relevantes para os americanos e para o mundo. Além de tudo, não se conhece os dados do que ocorre na principal economia do mundo, no país emissor da moeda hegemônica.
Também nos EUA, a Suprema Corte julga nesta semana a legalidade do governo Trump impor tarifas sobre as importações americanas utilizando os critérios atuais, julgamento que inevitavelmente terá impactos relevantes no mundo político, jurídico e, claro, econômico não apenas nos EUA, como em todo globo. É pouco provável que ocorra uma decisão determinística, pode isto ou não pode aquilo, mas os efeitos da mesma serão percebidos ao longo das próximas semanas.
Enquanto isto, a China avança em sua estratégia de longo prazo, ocupando progressivamente maior espaço geopolítico, promovendo a ampliação de suas parcerias comerciais, induzindo a transição energética, enfim, falando pouco e fazendo muito.
O Brasil, nesta semana, por ser o país sede da COP 30, terá uma maior exposição institucional, tendo a oportunidade de mostrar seus “dotes “na economia ambiental, mas não apenas.
A economia brasileira tem enormes diferenciais positivos quando comparada às emergentes. Possui um mercado interno grande, com escala, todo o agronegócio é eficiente, o mais competitivo do mundo, a matriz energética é quase 90% sustentável, (tendo hoje sobra de energia), possui gigantesca mineração com grande reserva de terras raras, um mercado financeiro sofisticado, eficiente, líquido e bastante desenvolvido, tornou-se potência na produção, prospecção, reservas comprovadas de petróleo e assim por diante.
A conjuntura econômica brasileira exibe um equilíbrio macroeconômico com crescimento, elevado nível de emprego, queda na inflação, fortalecimento da moeda, taxa de juros muito altas que certamente passarão (em breve) por um longo ciclo de baixa.
O que destoa e é bastante conhecido, é o déficit fiscal estrutural. A sociedade brasileira terá que enfrentar esta questão, pois a mesma impede o crescimento econômico com desenvolvimento, mas este será um tema para depois de 2026, quem sabe, processado pelo resultado político das eleições do próximo ano.
Atenciosamente,

03/11/2025