Ribeirão Preto, 02 de janeiro de 2026
Prezado Cliente,
Se a economia brasileira surpreendeu positivamente em 2025, o mesmo, infelizmente não deverá ocorrer agora, em 2026.
Em 2025, praticamente todos os setores iniciaram em aceleração, com destaque para o agro que cresceu muito, “puxando” toda a economia no primeiro semestre.
A atividade positiva foi disseminada ajudando bastante na arrecadação de impostos, também houve contínuo crescimento no nível de emprego, com relevante crescimento na massa salarial. As exportações ultrapassaram a turbulência das tarifas impostas pelo governo Trump, e também evoluíram positivamente. De forma mais modesta, mas devido ao positivo ciclo de concessões, privatizações e Parcerias Público Privadas dos últimos anos, o investimento, particularmente na infraestrutura, cresceu.
O descompasso da política fiscal, com excesso de gasto, exigiu enorme elevação na taxa de juros, tendo remetido a Selic para o estratosférico nível de 15% ao ano, assim permanecendo por todo o segundo semestre.
O comportamento da inflação também pôde ser considerado bom, principalmente em relação as expectativas negativas de um ano atrás, encerrou o período dentro da banda estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, abaixo de 4,5%.
Toda a pauta econômica importante, como a reforma tributária, foi aprovada pelo Congresso Nacional e entra em vigor a partir de agora, com efeitos positivos para a economia.
O cenário econômico externo, embora continue desafiador, tende a ser “neutro” para a economia brasileira. Claro, a menos que as guerras “saiam do controle” ou haja o estouro da bolha das ações de tecnologia nos EUA.
Para 2026, a grande diferença é que a economia brasileira agora, tem sua atividade em queda devido ao exagerado nível da taxa de juros, nominal e real. O endividamento do poder público, das famílias, das empresas está muito alto e o custo financeiro (juros + spread+ impostos) atingiu um patamar ineficiente para o funcionamento da economia.
A correção disto em um ano eleitoral será muito difícil, considerando que a sociedade brasileira vive mais uma crise moral que perpassa de forma distinta, porém inequívoca, os três poderes, Judiciário, Executivo e Legislativo.
Assim, a economia deverá crescer menos agora neste novo ano.
Atenciosamente,

02/01/2026